segunda-feira, 23 de abril de 2007

Sombras

Parte de mim quer abalar,
outra quer ficar.

Agarrado a um amor,
talvez inteiramente só meu.
Prendem-me as sombras
vadias e fugidias.

Voar bem alto,
com asas de condor.
Alcançar planícies,
plantar e colher.

O que a alma não vê,
a minha afeição não sente!

7 comentários:

Natacha disse...

"´Só com o coração se vê bem. O essencial é invisivél ao olhar" Já dizia o Principezinho!

Beijinhos, gostei!

The White Scratcher disse...

Ha algo melhor do que agarrarmos um amor só nosso??? Podemos saber a partida que é utopia,, mas isso faz-nos voar mais alto e alcançar a ideia de que valeu a pena.

pinguim disse...

Concordo inteiramente com a Natacha, e não é por ela falar do meu querido "Principezinho".
Amigo Lampejo, a alma vê sempre, e por isso mesmo, por vezes não sentes a afeição, porque tapas os olhos à alma. Liberta-a, deixa-a ir, para longe se necessário, e fica atento aos sinais...

Arion disse...

Se não experimentares, nunca saberás!

Catatau disse...

O que a tua alma sente, impede a tua afeição de ver!...

Shadow disse...

Para voar,
não bastam as asas...«né»?

(Eu bem digo que temos poeta!)

Bom feriado!
Beijinho :-)

lampejo disse...

Natacha, sabio Principezinho...
Beijinhos.

White Scratcher, claro que não, o problema é que por vezes é mesmo utópico como tu bem dizes...
Abraço.

Sem dúvida amigo Pinguim. Eu bem que queria, mas as "taipas" perturbam-me a visão...
Abraço.

Arion, lá isso é verdade...
Abraço.

Catatau talvez seja isso, a minha alma até que...
Abraço.

Shadow, pois não basta, às vezes temos que soltar as amaras que prendem o nosso coração...
Obrigado.
Bom feriado para ti também.
Beijinhos. :)