sábado, 27 de janeiro de 2007

Eterna despedida

Na minha alma
mora a saudade,
ao ver-te partir.
Rasca-me a alma
não mais poder sentir,
teu cheiro, teu calor.
Chora o meu ser,
por jamais poder,
despedir-me de ti,
na eterna lembrança.
Negra é a dor,
deste infindável vazio,
ao ver os teus olhos
despedirem-se de mim.

9 comentários:

RIC disse...

Lamento muito, meu caro, que também tu tenhas vivido a separação derradeira.
É dor demais...
Um forte e terno abraço.

pinguim disse...

Meu caro Lampejo
ao ler o teu poema, apenas senti um enorme prazer por ler algo tão belo, embora triste, e associei, naturalmente a uma despedida dolorosa, é certo, mas recuperável, como a que senti recentemente.
Só ao ler o comentário do Ric, senti a mpressão de algo diferente e ao reler o poema, notei então algumas palavras que de alguma forma, alteram o meu primeiro sentir.
Gostaria, com sinceridade, que nada de grave tenha acontecido, e estou, de qualquer forma, solidário contigo.
Um forte abraço.

Lampejo disse...

Caro Ric e Pinguim, não era minha intenção, deixar alguém preocupado com este "poema" algo triste. Apenas criar dar ênfase ao sentimento em si.
Nada de grave aconteceu recentemente, podem ficar descansados.
As minhas sinceras desculpas.

Tongzhi disse...

Há dias que ando para comentar este poema. Tem tanto de bonito como de triste. Para mim ele retrata uma dor - Negra é a dor -, mas não a dor qualquer de uma despedida, de um qualquer amor. A dor de uma separação de um amor supremo...
Espero nunca vir a sentir uma dor assim.
Estou certo que só a sentiria numa situação...
Abraço

Lampejo disse...

Sem duvida TZ, um amor supremo...
Também espero que não tenhas que sentir.
Abraço.

Egrégora disse...

é preciso saber deixar ir...

espelhando-me, tenho continuamente essa necessidade, de sentir espaço para não estar ali. **

Lampejo disse...

Egrégora, por vezes as amarras são fortes...

gaZpar disse...

Custa. Muito.

Lampejo disse...

Custa sim Gazpar. Cada um sente a dor consoante o seu "barómetro".