Feliz Natal
Desejo um Feliz Natal e um Bom Ano.
Desejo um Feliz Natal e um Bom Ano.
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brasas: pessoal e (in)transmissível
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brasas: chispa fogosa
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brasas: pessoal e (in)transmissível
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brasas: pessoal e (in)transmissível, pseudo-poeta
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brasas: pessoal e (in)transmissível
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brasas: pessoal e (in)transmissível
Acabamos escaldados de tanto lutar por "um lugar ao sol".
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brasas: chispa fogosa
A verbalização ofusca a linguagem corporal.
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brasas: chispa fogosa
A minha singela participação:
Aos teus pés me deitei
Para te dar conforto,
Carinho e alento.
Aos teus pés me ajoelhei,
Perdão supliquei.
De pé, novos horizontes avistei
Na esperança de te ter.
De pés de mãos dadas,
Quero agora contigo,
Partir, sonhar, crescer,
Na esperança fugidia
De um novo amanhecer.
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brasas: pseudo-poeta
"Como custa a morrer o velho mito do amor único."
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brasas: citação íntima
"De vez em quando [escrevi] é saboroso fechar os olhos e, nas trevas, dizermos a nós próprios: "Sou feiticeiro, e quando abrir os olhos verei um mundo que criei e pelo qual eu e só eu sou absolutamente responsável". Então lentamente, as pálpebras abrem-se como o pano de um palco. E lá está o nosso mundo, tal qual o construímos."
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brasas: citação íntima
O culto da "embalagem" esvazia o conteúdo.
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brasas: chispa fogosa
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brasas: pessoal e (in)transmissível
Ou ajustamos num valor que tenha significado para nós ou nenhum êxito nos saberá bem, nos trará felicidade.
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brasas: chispa fogosa
Que a vida fosse um livro, no qual eu pudesse encerar um capitulo e prosseguir outro, reescrever, rasgar páginas dele, as quais de uma forma ou de outra e impedem de avançar nesta obra que é a vida, poderia assim encerrar esta página estagnada que se tornou a minha vida, por causa de um erro que me está a sair demasiado caro, que influência de tal forma os próximos capítulos.
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brasas: pessoal e (in)transmissível
"Ensinar é lembrar aos outros que eles sabem tanto como nós"
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brasas: citação íntima
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brasas: o meu cartaz
Na profundeza do teu olhar, corporalizo o teu ser.
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brasas: chispa fogosa
Entre outros motivos, entre os quais saliento a tentativa da minha própria animação e do próprio blog, nasce mais uma rubrica no meu blog, a que passarei a intitular Chispa fogosa, na qual publicarei alguns dos meus pensamentos soltos, por palavras também elas soltas.
Aqui vai a "primogénita":
A simbiose e sinergia encaminham um par para singularidade.
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brasas: chispa fogosa
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brasas: citação íntima
Ultimamente tenho-me dedicado ao prazer da leitura, daí nasceu a vontade de publicar no meu blog algumas passagens com as quais me identifico, e que de uma forma ou outra fazem parte da minha "filosofia", nuns post que passarei a intitular Citação íntima.
"Aprender é descobrir Aquilo que já sabemos"
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brasas: citação íntima
Levei o urso que há em mim a tosquia facial, pobre animal ficou com uns pêlos a menos, mas acho que valeu a pena, até parece outro, mais novo, pode ser que ajude a criar novas esperanças.
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brasas: pessoal e (in)transmissível
Sinto cada vez mais desmotivado, impotente, revoltado.
Para o estado não passo de um fantoche.
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Aliya Gallery.
Pintura de Carl A. Linstrum
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ARTWORKVincent Romaniello.
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casa do restaurado.
Pintura de Aderson Rozani
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brasas: pessoal e (in)transmissível
"Imagina o universo belo, justo e perfeito,"1
Como seria aos teus olhos, como o construirias, com que cores e formas o pintarias, e que justiça trarias tu?
"Depois assegura-te de uma coisa: o Ser imaginou-o melhor que tu imaginaste."1
Talvez, não ambicionando tanto, quem sabe, o mundo fosse melhor, visto e imaginado por quem nele saiba querer viver.
Perfeição, quando, onde, porquê e para quem?! Para te servir a ti, aos outros. Para o teu ego. Suplicas por ela quanto se escasseia, afugentas com ela quando em demasia.
A perfeição mora nos olhos de quem a vê, para quem a "obra" o propósito serve, talvez não passe de uma ilusão.
A ambicionada, suposta perfeição tornar-se-á como um pesadelo, se não a souberes respeitar, ou se demasiadamente a desejares.
A normalidade, a quase trivialidade, aos teus intentos não lhe servirá!?
Busca-la sem por vezes saber, onde sequer a encontrar, aonde e como poder-te-á ela servir.
_________________________
1 - Ilusões de Richard Bach
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Para os amantes da natureza e afins, a Fujifilm deliciamos com uma série de fotos fantásticas.
Façam como eu, vejam e maravilhem-se.
Clique sobre as imagens para abrir os links.
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Todos nós somos livres em acreditar no que queremos, fundamentalistas ou dogmáticos sentimentais, descriminação intelectual, não...
Cada um é livre de ver e sentir a realidade com os seus próprios olhos, pois não existe uma só verdade.
Não devemos ignorar aquilo que a própria razão desconhece, deixar de ouvir, porque simplesmente não acreditamos.
Brian Weiss* escreveu: "...,Rosemary fez um comentário profundo sobre escutar. Disse que nós pedimos, pedimos mensagens, sinais e comunicações, mas raramente nos dispomos a ouvir. Como é que podemos ouvir se não escutamos? E escutar pode levar tempo. Temos de ser pacientes."
"Paciência e o tempo certo...tudo chega na altura certa. Não se pode apressar uma vida, a vida não pode ser trabalhada seguindo um horário, como algumas pessoas gostariam de fazer. Temos de aceitar aquilo que nos é oferecido numa dada altura, não podemos exigir mais. Mas a vida não tem fim e, como tal, nós também nunca morremos; na realidade, também, nunca nascemos. Passamos apenas por fazes diferentes. Não existe um fim. Os seres humanos têm tantas dimensões. O tempo não é como nós o vemos, desenrola-se em função das lições que aprendemos."
Se somos crentes, seja em que religião for, Budismo, Cristianismo, Hinduísmo, Islamismo, Judaísmo, de certa forma acreditamos na imortalidade. Para que haja imortalidade, deverá existir em nós algo imortal, além do corpo, a alma. Brian Weiss* escreveu: "...o nosso corpo funciona meramente como um veículo para nós, enquanto cá estamos. A nossa alma e o nosso espírito é que duram para sempre."
Déjà vu, quem nunca os teve?! Eu já...
Pode parecer algo irracional, filosófico, falar neste tema, talvez tabu, nas sempre pode haver por detrás de uma mensagem, outra, como que oculta, que pessoas muito especiais poderão de certa forma desvendar.
Um amigo muito especial até já se antecipou.
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* in A Divina Sabedoria Dos Mestres
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Outrora essa criaturinha, deitada na minha cama, foi o alvo dos meus afectos. Longas e quentinhas noites, juntinhos dormindo, ele quase sempre em meus braços.
Os anos passaram, cresci, tornei-me homem, ele, pobre criatura, jamais voltou a estar em meus braços, a ver o sorriso em meus lábios.
Muitos de vós também tiveram uma criaturinha, talvez em outro corpo, não na forma de um urso, mas também terá sido o alvo dos vossos afectos.
Este ursinho está velho, quase tão velho como eu, mas ainda continua a contagiar com a sua magia.
Quando somos crianças, tudo parece simples, inocente, até somos capazes de sentir afecto por estas criaturinhas. Tornamos homens, e com isso deixamos de ver a sua magia, deixamos de saber dar sem hesitar, esses tais afectos. Por vezes pensamos, erradamente, que somos incapazes de encontrar alguém que passe a ser o alvo desses mesmos afectos.
A inocência foi-se, ter-se-á ido também a afectividade?! Quero acreditar que não, pois em mim ainda restou essa capacidade. Talvez, enquanto adultos, estejamos a transformar a outrora simplicidade afectiva, num labirinto, onde muitas das vezes nos perdemos...
Tornou-se assim tão difícil de dar ou receber um simples afecto?! Se outrora fomos capazes, porquê deixamos de o saber fazer. Digamos que víamos o mundo com uma simplicidade que hoje, jamais seremos capazes de ver! Deixamos levar por outras ambições e esquecemo-nos, talvez, de uma das mais simples e importantes coisas da vida, os afectos.
Uns mais que outros, gostam de afectos.
Quanto a mim, ainda existe por debaixo da minha armadura, um ser capaz de dar e receber muitos afectos.
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Soltas, poéticas, em prosa, todas elas tem o seu poder, entusiástico, devastador...
Apesar de gostar delas, nunca tive muito o dom para elas, especialmente quando delas mais careço. Fogem, em debandada...
Elas existem, soltas, desajeitas na minha "gaveta".
Uma imagem vale por mil palavras, não digo que não, e uma palavra, por quantas imagens valerá?! Quantas vezes, uma simples palavra, nos afigura na memória infindas recordações.
Ecoam, infindas vezes, nas paredes da nossa consciência.
Nas reminiscências do meu ser, subsiste algo, ao qual, liricamente intitulei de "As palavras que nunca te direi". Pois foram inúmeras as ocasiões, em que uma ou centenas de palavras nunca chegaram a ver o raiar do dia. Poderiam ter, mudado o curso de uma vida, dilacerado corações, mas se nunca saíram da ardósia da minha imaginação, como poderei alguma vez, saber o efeito que tais palavras acarretariam. Amedrontado pela incerteza, esfumaram-se-me entre os meus dedos, oportunidades para concretizar um sonho. Perderam-se amizades, um grande amor...
O silêncio até pode ser de ouro, mas se nunca dizermos o que realmente desejamos, como poderemos alcançar a felicidade!
Os audazes nas palavras, em certas ocasiões ganham, noutras perdem. Os acanhados nas palavras, reservar-se-lhes-á algo...?!
Interiorizo muito as palavras, custa-me dizer o que sinto, uma simples palavra, quero-te, amo-te, desejo-te, com receio de algo perder. Mas se nada tenho, como poderia eu perder algo...Perco sim por antecipação, cobardia, talvez, timidez...
Será que o mundo se destina apenas ao mais audazes!?
Como eu gostaria de poder desfrutar da ousadia, para então dizer realidades, que apenas eu sei e quero viver...
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brasas: pessoal e (in)transmissível
Tudo está em constante evolução.
A diferença é que a natureza evolui harmoniosamente, em consonância consigo e com os outros, o Homem não, evolui sem olhar a meios e custos.
Será só nosso, este lindo planeta azul?!
Egoísta como nenhum outro ser vivo, sedentos de evolução, levamos á extinção muitas espécies e ameaçamos outras.
Estudos feitos com base em simulações computacionais, mostram um cenário catastrófico, daqui a 100 anos a terra ira de novo mergulhar numa era glacial, que poderá durar um século.
Com tanto desperdício de água, corremos o risco que daqui a 20/30 anos, dois terços da população, não tenha água potável.
A política das quotas da União Europeia faz com que milhares de toneladas de alimentos sejam destruídos. Com tanta fome que existe neste mundo, não seria mais racional, distribuir esses mesmos alimentos pelas populações famintas.
Para não falar em mais...
Intitulamos-mos como o único animal racional, afinal para que serve essa suposta racionalidade, se outros seres vivos, aos quais nós chamamos irracionais, são sem dúvida mais razoáveis do que nós.
Evoluímos dos primatas, mas depressa nos esquecemos, como viver em harmonia, com a natureza, com as outras espécies, com o próprio ecossistema, sem o destruir.
A nossa evolução ameaça cada vez mais o frágil equilíbrio do nosso planeta.
Muitos de vós neste momento poderão estar a questionar este post, o seu sentido, a sua razão de ser, mas afinal, se ninguém questionar, não iremos a lado nenhum e mundo não é só feito de coisas boas.
Por cada voz de protesto que se levanta, outras se lhes seguiram.
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achas
brasas: pessoal e (in)transmissível
A amizade vê-se, nos bons, mas principalmente nos maus momentos. Deve ser vista, nas suas várias formas, amor, carinho, mas também das várias formas, bênção, privilégio.
Não me perguntem porquê, pois não saberia sequer responder, há coisas que apenas se sentem, e uma delas é amizade, faz-mos crescer.
Por isso, é nesse sentido, que quando alguém, por alguma razão, nos agradece, algum gesto de amizade, não o esteja a fazer como quem agradece um simples favor, mas sim, como forma de reconhecimento de uma amizade.
A amizade,
É o que se vê e não se vê,
É dar e não esperar,
É receber sem ter que retribuir,
Faz parte de nós.
Muito já aprendi nesta minha vida, e ainda muito mais hei-de aprender, uma das coisas, foi, que no que diz respeito a amizade, nunca devemos ser contidos e ou modestos nas nossas palavras.
Porque, por mais que queiramos passar o nosso reconhecimento através de um simples gesto, olhar, a comunicação verbal, pode ser, a única forma de mostrar e demonstrar o que nos vai na alma, o quanto queremos...
A minha experiência de vida, já me mostrou, que chegou a altura, de deixar de estar tantas vezes calado e passar a deixar as emoções passarem a palavras e actos.
Para todos aqueles que no passado, presente e futuro, venham de alguma forma preencher a minha vida com a sua amizade, presto aqui o meu humilde reconhecimento.
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brasas: pessoal e (in)transmissível, pseudo-poeta
Apesar dos (pequenos) excessos, não aquela delambida boys band, e em bom-nome, não daquele das ricas e abastadas famílias da outrora sociedade resplandecente, cometidos ontem a noite, esta foi "maravilhastica".
-"Escredo", "escruzes", "esganhoto", tanto tro(u)ca...tro(u)ca...trocadilho.
-Ai! Querem lá ver, o gajo ficou gago, com tanta emoção, qui sa , engasgado, por uma tamanha espinha do bacalhau a lagareiro, que se lhe espetou, na garganta...
Depois de tamanho repasto, pela calada da noite, cavaleiros armados, em nome do imperador, partimos a conquista, das ruas e vielas, seguindo a luz brilhante, não da estrela polar, mas sim, de uma esplendorosa pedra preciouzzz.
Finalmente pela aurora da madrugada, apesar dos pesares e das diminutas baixas, a cruzada chegou ao fim.
-Querem lá ver que o gajo, está com uma tremenda diarreia mental, qui sa, o "petróleo" deu-lhe volta a cabeça!!!!!
-Cala-te, já me dói a cabeça...
-Não te chegou, ontem a noite!
-Tanto papel e tinta de ecrã desperdiçados, e agora, onde é que este gajo vai limpar o cu, e pintar a cara?!
-Não sei, se lhe diga, para ele parar de postar, ou, o mando pastar!
Vá lá agora a sério, não é que, não estivesse a falar a sério, com tais palavras desvairadas. "...noite feliz, noite feliz..."
-CALA-TE, MAS QUANDO É QUE ESTE GAJO SE CALA!!!!!!!!
-Ai! Querem lá ver isso, vamos ter que aguentar com o gajo! (mais *)
Gostei, e se me for permitido, "...quero mais, e muito mais..."
Já estou a ver os tro(u)ca...tro(u)ca...trocadilhos que vão fazer com estas frases.
Aguentar! Será que o gajo pesa assim tanto?! O que tu queres, sei eu...
-Oh pa!!!Está calado, já chega, olha que eu arregaço a saia, e de cima deste meus lindos sapatos de saltos altos, vou-me a ti, e (es)fa(or)nico-te todo. (mais *)
-Cala-te, já me doem as "vistas", os "ovários", de tanto te ouvir falar!
Ah! Agora, não pensem que se vão livrar de mim facilmente! "Pegou me deu um laço. Danço bem no compasso, de prazer, levantou poeira. Poeira, Poeira, Poeira... Levantou Poeira..."
-Pára lá com isso, se não um gajo vai ficar com o(s) olho(s) todo(s) tapado(s) com tanta poeira. (mais *)
-Vai dar banho ao bicho.
Qual bicho, o que deu ao corpinho de feijão?
-Lava-me esses olhos e pêlos de urso, o fumo deve estar-te a afectar o cérebro!
Vou então terminar, porque já me dói o pulso (nada disso), mas sem antes, vos agradecer. Obrigado pela magnífica noite, estava a precisar, foram uns amores. E desculpem qualquer coisinha...
-Estava a ver que o gajo nunca mais se calava, ufa!
-Raios, com tanto fotógrafo paparazi, não era mais fácil, o gajo ter aqui postado uma foto, com uma simples legenda. (Recordações de um bom jantar), ou talvez, (Retalhos de uma noite monumental).
(*)sorrisos.
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brasas: pessoal e (in)transmissível
Para que não julguem que apenas "apanho", o lado mau da vida, aqui vos deixo mais dois toscos, qui sa, ingénuos, ditos poemas meus, escritos também com 15 anos.
MEU PENSAMENTO
Quem me dera ser
O pente com que te costumas pentear
A água da fonte onde te vais banhar.
P'ra poder teu cabelo tocar
Teus lábios beijar
Teu corpo sentir
Tua vida viver
Ao teu lado ficar
Dentro de ti morar
P'ra nunca te deixar.
A VIDA
A vida é um nada,
É um simples passatempo,
É um breve momento no tempo,
É coisa já determinada.
A vida pode ser,
Mais curta que o tempo,
Por mais longo que seja o tempo,
Por mais tempo que agente viver.
A vida vive-se em cada momento,
Por cada momento que agente viver,
Na vida vive-se cada momento,
Que agente pensa jamais viver.
A vida é amarmo-nos
A nós próprios,
Para depois amarmo-nos
Uns aos outros.
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lampejo
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achas
brasas: pessoal e (in)transmissível, pseudo-poeta
Motivado por gentis palavras dos meus queridos companheiros e amigos "Blogueiros", decidi por mãos a obra, ver os "deves e os haveres" da minha, nem tão curta, nem tão longa, vida.
Tirado de um dos extractos de minha infância e adolescência, encontrei este poema, entre outros, que escrevi em 1986.
Achei que poderia e deveria partilha-lo convosco. Afinal o tema ainda se mantêm mais que actual.
"Século XX"
Viver não vale a pena
Num mundo tão banal,
Neste mundo qu' é só ódio
Ninguém jamais se ama,
Cada dia cada hora a morte acorda
E a vida acaba num só mal,
Neste mundo tão banal
A morte nasce e a vida acaba,
Neste mundo que se odeia
Não há lugar p'ro amor
Porque nele o ódio reina,
Ao olhar para a imensidão
Nada se vê se não ódio e rancor
Neste mundo onde só silvas há
Não vale a pena amar
Porque não se é correspondido
E quando não se é correspondido
Não há nenhum ODIO
Que o AMOR consiga vencer.
Descansem, os vossos espíritos, o poema não quererá forçosamente, espelhar o estado de minha alma actual.
Apenas um, acto de reflexão.
É sabido, que um poema, se me é permitido dar-lhe esse nome a estas minhas toscas palavras, poderá ter, varias interpretações.
Deixo-vos aqui um espaço para o fazerem.
Deste o egoísmo do ser humano, que trava guerras e batalhas, em prol de uma falsa paz, motivado sim, pela conquista do "ouro negro", e de outro bem cada vez mais escasso, a água. Ao amor, a verdade, etc...
Sejam livres de arbitrar.
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lampejo
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achas
brasas: pessoal e (in)transmissível, pseudo-poeta
Há vida lá fora, eu aqui, refugiado, preso, entre quatro paredes. Preso a uma vida, que escolhi para mim. Agarrado, as raízes do passado.
Não que esteja aprisionado pelas barreiras físicas, destas quatro paredes.
Sinto-me prisioneiro de mim próprio, da minha própria realidade.
Cientes das nossas decisões, sabedores de uma verdade, só nossa, praticamos actos, formamos juízos de valores. O futuro, impiedoso, muitas vezes releva, tristemente, os erros de tais decisões.
Dou um passo e depois outro, na esperança de escapar, desta prisão, subitamente, paro, penso será este o caminho para a felicidade? Como se houvesse um caminho ideal para a felicidade!
Bem sei que "Errar é humano" ou "Quem nunca pecou que atire a primeira pedra".
Não estarei eu, ao ser tão crítico de mim próprio, quem sabe, a hipotecar o meu presente, pensando demasiado no meu futuro.
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lampejo
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achas
brasas: pessoal e (in)transmissível
Um amor Infinito
Dizem que
Um Amor Infinito
Já não há
porque não pode ser
um Amor
se Divino
Já não há
Nem há nada a temer
- E eu não acredito...,
Não sei como
Eu não acredito....,
- E peço para ver
- Eu só peço para ver
ainda peço para ver
Um Amor Infinito,
já não há
é impossível haver
Dizem
que um Amor
Consentido
Já não há
nem se pode entender
- E eu não acredito...,
- Eu não, não, não, não acredito...,
- E peço para ver...
-Eu só peço para ver
- Ainda peço para ver
Dizem que
Um Amor Infinito
Já não há
Nem há tempo a perder
Um Amor
Um Princípio
Já não há
Nem há nada a dizer
- E eu não acredito...,
Não sei como
Eu não acredito....,
- E peço para ver
- Eu só peço para ver
ainda peço para ver.
In Um amor infinito dos Madredeus
Eu cá acredito. Porque ainda tenho muito amor para dar e receber.
Para cada um de nós existe alguém.
Vitimados por algum dos nossos fantasmas, por vezes deixamos de viver um grande amor.
Quem não amou
Quem não amou
Não sabe o que perdeu
Mais vale ter um lado triste, amargurado
Do que viver sem uma paixão
Quem não amou
Coitado não sonhou
E quem passou, passou e nem ouviu
A voz do coração
Gosto quando ficas até tarde e deixas tudo pra depois
Gosto quando acordas tarde
Num trapo em cima dos lençóis
Gosto quando fazes de malvada e ris da minha condição
E o teu respirar cansada
Teu arrepio na cova do ladrão
É que o amor
Seja lá o que isso for
E sempre uma mistura de feitiço
E de ternura com um pouco de suor
É que o amor
Seja lá o que isso for
É sempre uma mistura de feitiço
E de ternura com um pouco de suor
In Filarmónica Gil
Eu já amei, das várias formas que o amor pode tomar, amor de filho, amor de tio, amor de irmão, amor de amigo. Mas ainda quero amar muito mais. Amar como homem, ainda não foi capaz, por estar cego ou por não me saber fazer amar.
Amor
Amor razão da vida,
Algo sem fim.
D' amor sai amar,
Amando tudo supera,
Nada se sente,
É-se Feliz.
Lampejo
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achas
brasas: pessoal e (in)transmissível, pseudo-poeta
Estava disposto a fazer um tributo ao amor, mas o espírito estava deserto, árido de palavras.
Pois há dias & dias, em que os fantasmas perseguem os nossos espíritos, queremos fugir de tudo e de todos, de nós próprios.
A alma chora silenciosamente.
Invade-mos a solidão, mesmo que entranhados na multidão.
Na esperança da bonança, esperamos o conforto de um carinho, um ombro amigo, tal como um barco deseja um porto num dia de tempestade.
Estou num desses dias.
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lampejo
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achas
brasas: pessoal e (in)transmissível
Foi aqui que tudo começou a ganhar vida.
Sim nesta velha lareira, outrora cheia de vida e esplendor.
Apesar dos meus meros 35 anos, sou do tempo da boa e antiga educação à portuguesa, dos bons velhos e saudosos costumes e valores.
Sabem porque?
As crianças eram educadas também pelos avós, que lhes transmitiam esses valores.
Muitas foram os serrões passados junta a essa lareira, palpitante, a sopa a cozinhar, a avó a ensinar o neto a ler e escrever, a ensinar sábios valores morais, a luz do candeeiro a petróleo. Sim, naquela altura ainda não havia luz eléctrica, por isso não tínhamos televisão, mas isso por si só não é motivo para nos privar de uma boa conversação. Sabem porque, mais tarde a luz veio, mas os bons velhos costumes permaneceram.
É tudo uma questão de hábitos, sim hábitos, ou não será afinal o Homem um animal de hábitos.
Ter-se-á tudo isto perdido "na lixeira da nossa civilização"?
O nosso futuro está nas mãos de quem não sabe mais dar o valor a tudo isto. Interessam-se mais pela televisão, jogos, guerras, sangue e violência.
O homem que sou hoje, parte devo-o a minha saudosa avó.
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lampejo
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achas
brasas: pessoal e (in)transmissível
Caros amigos depois de me entranhar no vosso "mundo", foi como partir a descoberta de algo novo, uma realidade deveras fascinante. Toda aquela amizade, camaradagem fez nascer em mim a vontade de participar nesse mesmo "mundo".
Tinha estabelecido como meta o final deste ano, mas á pedido de varias "famílias", decidi por mãos a obra.
Tronco a tronco espero vir a construir algo que me venha trazer de volta a alegria perdida.
Obrigado por tudo.
Quando a escolha do nome para o meu Blog, depois de pensar, achei o nome sugestivo. Nada melhor que á volta da fogueira, para calmamente falar com os amigos, como nos velhos tempos, muito antes da era da TV.
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achas
brasas: pessoal e (in)transmissível